O volume das panturrilhas (barriga da perna) é importante na estética do conjunto dos membros inferiores e por sua vez harmoniza com todo o resto do corpo. Quando existe uma desproporção no conjunto por volume reduzido destas regiões, as pernas parecerão muito finas e, muitas vezes, com uma abertura exagerada entre elas, com uma convexidade da face interna entre os joelhos e os tornozelos. Algumas pessoas se sentem constrangidas e até complexadas por conta destas alterações, evitando uso de vestidos ou saias mais curtas, bermudas ou roupas de banho que exponham as pernas.

O objetivo desta cirurgia é dar volume à região quando este é insuficiente constitucionalmente e a musculação não produz o efeito desejado, ou recompor o volume adequado nas atrofias e/ou assimetrias de volume decorrentes de sequelas de doenças como a paralisia infantil (poliomielite) e consequentes a traumas.

 

Procedimento Cirúrgico

Etapa 1 – Anestesia

O tipo de anestesia deve ser discutido com o anestesista que é o especialista da área. As opções incluem bloqueios e anestesia geral.

 

Etapa 2 – Incisão

É feito um corte na parte de traz do joelho, de aproximadamente 3 a 4 cm, numa dobra da pele que já existe, por onde toda cirurgia será realizada. A prótese deve ser colocada no mesmo compartimento que abriga o músculo e antes da inclusão do implante, quando há dúvidas, é o momento de avaliar o tamanho com o emprego de moldes. O fechamento é feito respeitando os planos anatômicos com fio absorvível, que não necessita ser retirado, ou fios absorvíveis que serão retirados entre 7 e 10 dias, a critério do cirurgião. Tal cicatriz vai suavizando com o tempo e fica disfarçada pela anatomia local.

 

Etapa 3 – Escolha do implante e colocação

Os implantes variam de tamanho, formato e tipo de camada externa. Estas variantes ão avaliadas na consulta pré-operatória, mas a definição só ocorrerá durante a cirurgia, quando parâmetros anatômicos serão respeitados, atendendo critérios técnicos para o sucesso da cirurgia e obtenção do melhor resultado e comparando a simetria com o outro lado quando a alteração for unilateral. Drenos poderão ser colocados eventualmente embora não seja uma rotina.

 

Etapa 4 – Resultados

O resultado da inclusão de próteses nas panturrilhas é percebido de imediato como o é nas próteses de mama e dos glúteos. Embora seja nítido após algumas semanas quando ocorre a melhora do edema, o aspecto mais definitivo aparece após 6 meses com a acomodação das próteses e dos tecidos envolvidos.

 

Pós-operatório

Costumeiramente é mais dolorosa nos primeiros dias e a medicação é mantida na primeira semana. O uso de meia elástica está indicado nas 3 a 4 primeiras semanas.

Um pequeno curativo é mantido somente na cicatriz por 24 horas e o banho geral está liberado a partir do dia seguinte.

Atividades normais leves de rotina estão liberadas entre uma e duas semanas e as atividades físicas após sessenta dias. No primeiro mês deve-se evitar subir escadas e o uso de calçados com salto torna o caminhar mais confortável e produz maior relaxamento da área operada, sendo portanto recomendado.

Pouco frequente, a necessidade de troca dos implantes fica condicionada às alterações de cada organismo decorrentes de reações geradas por aqueles, ou à deterioração do próprio material como eventual rompimento.